Random Feelings…

10 mar

“Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?”.

Apesar de milenar, a Bíblia (livro de onde tirei a frase acima) não poderia estar mais correta. Ainda não conheço algo mais confuso do que o coração humano(especialmente o meu, que conheço mais de perto).  Os sentimentos mudam constantemente e sem avisos. Um dia você odeia certas coisas ou pessoas e no outro já as ama perdidamente.

Esse post é a pura expressão da indignação que sinto em mim mesma por tamanha inconstância. Gostaria de encontrar uma receita para fazer com que os sentimentos não mudassem assim tão facilmente e para que a vida  não fosse uma eterna novela mexicana.

Mas como não existe  tal coisa,  acho que a melhor saída é tentar driblar o pequeno monstrinho mutante dentro de nós. Aqui vão alguns passos que costumo seguir:

Primeiramente : Respire e conte até dez antes de deixar a onda de sentimentos te dominar.  A maioria dessas ondas vão com a mesma velocidade com que vieram. Se depois de respirar fundo, os sentimentos ou a simples “vontadinha” incômoda de fazer algo estiver dentro de você, passe para a parte dois.

Segundamente : Olhe ao seu redor e observe as pessoas que convivem com você. Se qualquer um que seja puder sair machucado com o  realizar desta sua “vontadinha”, não faça nada. Não vale a pena machucar alguém querido por sentimentos que em anos (quando não semanas ou dias!) mudam. Se sua vontade não significar a “morte” ou o choro de alguém, siga para o último passo.

Ultimamente : Converse com um amigo ou alguém de confiança e ouça a sua opinião. Converse com Deus, ouça Sua orientação, faça o que for preciso até que não haja dúvidas sobre  a veracidade de seus sentimentos. Depois de tudo isso, se seu desejo ainda for sincero e os sentimentos puros, talvez você possa dar vazão a eles sem maiores danos.

O pior de tudo é que quando se trata do enganoso coração nada é inteiramente garantido. Entretanto o parar pra refletir traz um certo equilíbrio, e um pouco de equilíbrio nunca fez mal a ninguém, certo?

Ps.: Eu mesma costumo fazer essa avaliação quanto a meus sentimentos frequentemente. Claro quando são de grande magnitude. Se o sentimento em questão for apenas a vontade de comer uma barra de chocolate, não tem porque obssessivar, certo?

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Santa Paciência…

7 fev

A evolução tecnológica e a correria do dia-a-dia transformaram a nossa sociedade indiscutivelmente. Paciência é uma virtude numa época em que o tempo é medido em milisegundos. Para que esperar para ler o jornal pela manhã, se todos os dias as notícias invadem as telas dos nossos computadores quase simultaneamente em todas as partes do mundo?

Fast food, prêt-à-porter, plug and play… Tudo isso simboliza a loucura que é viver na era pós-moderna. Mas até onde vai toda essa pressa? Há muito tempo, não gostamos de esperar pelo que quer que seja. Pode ser a comida assando no forno ou os minutos que levam um download. Ninguém quer esperar. O pior é que estamos transferindo a afobação para outras áreas de nossa vida. Atropelamos nossos próprios planos e necessidades por não termos paciência de esperar o tempo certo.

A paciência é não apenas rara, mas também essencial nos nossos dias.  Quem não tem paciência dificilmente escuta a si mesmo ou consegue esperar pelo melhor, agarrando-se sempre ao bom (que invariavelmente chega mais rápido).

Na vida existem os momentos em que é necessário desacelerar e respirar fundo. Gastar tempo ouvindo a brisa ou o som da chuva caindo.  Enquanto estivermos correndo, a vida passará diante dos nossos olhos na mesma velocidade, sendo impossível admirar a beleza dos pequenos detalhes. Vamos despertar agora, enquanto há tempo. Não deixe sua vida escorrer entre os vãos dos seus dedos. Não espere até ser tarde demais!

 

Deixo aqui também a excelente reflexão que é a música “Epitáfio” dos Titãs. Que os nossos últimos pensamentos sejam gratidão por tudo o que fizemos, não pesar pelo que não pudemos esperar e assistir acontecer.

Epitáfio

Titãs

Composição: Sérgio Britto

Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais
E até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer…

Queria ter aceitado
As pessoas como elas são
Cada um sabe a alegria
E a dor que traz no coração…

O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar…

Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos
Com problemas pequenos
Ter morrido de amor…

Queria ter aceitado
A vida como ela é
A cada um cabe alegrias
E a tristeza que vier…

O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar…(2x)

Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr…

 

 

 

Cheiro de desespero!

22 jan

Nos últimos dias tive a minha atenção chamada para um assunto muito interessante a todos os viventes deste planeta. Os relacionamentos românticos. Não é “mágico” quando duas pessoas apaixonam-se e encontram sua alma-gêmea? É  realmente tão “mágico” que todos querem encontrar seu parzinho perfeito neste mundo.

A humanidade tem desenvolvido técnicas impressionantes de conquista através dos anos. Desde frases de efeito bizarras até  as cartinhas românticas e melosas, encontramos uma gama de táticas desenvolvidas especialmente com a finalidade de acabar com a solidão de um indivíduo.

Entretanto a geração Google (ou Facebook, se preferir) está se superando a cada dia. Estão apelando para a tática mais extrema de todas : o desespero.

Sabe quando aquela pessoa não deixa o possível “pretendente” respirar ou pensar na presença de outros, impossibilitando  a conversa entre  amigos e fazendo o inimaginável para chamar a atenção? Sim, esta é a tática do desespero. O mais inacreditável é que funciona para muitos.  Porém para aqueles que não conseguem sua metade da laranja, a unica coisa que sobra é o título de “desesperado”.

Não entendo  de táticas para “arrumar namorado(a)”  e nem pretendo ser especialista (a.k.a  colunista da Capricho) um dia. Mas será que  é necessário ir tão fundo assim? É claro que, como já ouvimos em todos os filmes de mulherzinha mais clichês,” We’re all fools in love”. Ainda assim, acho que podemos nos acalmar um pouco e deixar as coisas acontecerem.

Apressar o calendário de Deus, dificilmente irá mudar sua vida para melhor. Algumas vezes o melhor que podemos fazer é desacelerar e simplesmente “deixar rolar”.  Seja natural e confiante. O que tiver de ser,  será!

Arte?

15 jan

” Mum mum mum mah”.  Acredite ou não mas esse é o primeiro  verso de uma das músicas mais tocadas dos últimos tempos.  O hit “Poker Face”  é da cantora Lady Gaga, cujo álbum chamado “The Fame”  chegou às paradas de sucesso e permaneceu no top da “Billboard” por semanas seguidas. Assim como a referida cantora, temos em nosso meio um grande volume de artistas desta nova geração , que é capaz de chamar um conjunto de sons guturais de música e que usa roupas ridiculamente estravagantes para “marcar o mundo”, além de estar  no ramo pelo simples prazer de possuir dinheiro e a tão cobiçada FAMA.

Outro hábito igualmente inquietante é a ampla divulgação e audiência dos chamados “reality shows”. O Reality Show (que  inclusive, não tem nada de similar à REALIDADE vivida por bilhões de pessoas no mundo todo)  não passa de um bando reunido em uma casa ( ou fazenda, ou ônibus, ou sei lá mais o quê!)  muito provavelmente interpretando um roteiro  muito bem desenvolvido com  baixarias e escândalos durante todo o programa.

O que aconteceu com a arte  e os artistas deste mundo? Será que nosso nível cultural baixou tanto que não somos mais capazes de reconhecer e apreciar a arte quando a vemos? Não é raro nos nossos dias encontrar  adolescentes fugindo dos livros de Camões e Machado, para apreciar a arte encontrada nas músicas do Neo-Emo e encontrando refúgio na beleza de versos como “quinta o shopping, domingo os pais” de “Garota radical” música da banda Cine.

Digam o que quiserem, mas o que encontramos hoje em dia na mídia não é arte ou cultura, mas sim um produto minuciosamente planejado para atingir o público-alvo. Aonde vamos parar com tantas aberrações, eu não sei. Talvez, como os que tem tendência ao humor dizem, devamos esperar por 2012. Ou talvez começar a pensar antes de consumir aquilo que nos vendem como arte e cultura.Não caracterizemos por cultura o que indica a ausência dela!

Ano Novo, Vida Nova! Será?

31 dez

Mais uma vez estamos próximos de comemorar o fechamento de um ano e o reinício do que conhecemos por rotina diária. A grande maioria desfruta a festa supersticiosamente acreditando que o novo ano trará “novas energias” e que tudo poderá ser diferente partindo-se de tal momento.

Por outro lado, há sempre um grupinho de pessoas que vê o ano novo como mais uma daquelas incessantes comemorações inúteis criadas convencionalmente por uma sociedade que só precisa de motivos pra festejar. Tais indivíduos geralmente são encarados como pessoas desagradáveis e ranzinzas.

Do ponto de vista prático, ponto para os ranzinzas já que nada muda efetivamente em nossas vidas. O ano novo é nada além de um dia que vem após outro! Todavia, a comemoração pode ter seu lado prático. Considerando a festa de ano novo  inexistente e a própria divisão em anos nula, quantos de nós nos desligaríamos de nossa rotina habitual e pararíamos para refletir o rumo de nossas vidas? Particularmente, o estresse diário não nos permitiria tal reflexão.

No fim, as festas e comemorações de fim de ano que culminam no ano novo, nada significam além do fim de um ciclo e o início de outro e proporcionam a oportunidade de uma avaliação aprofundada dos rumos que tomamos. É tempo de  pensarmos sobre o que fizemos até agora pra alcançar nossos objetivos e traçarmos novas metas, visando um futuro melhor.  E ao fim de toda reflexão, desfrutar o tempo que nos é dado entre aqueles que nos são queridos.

Que o ano a iniciar-se seja ainda melhor do que o que já passou!

 

Feliz 2011!

A Origem do Natal…

25 dez

Todos os anos milhões de pessoas ao redor do mundo todo celebram o natal, cada um por seu motivo especial. Uns acreditam que é um feriado a ser dedicado aos familiares e amigos enquanto outros tantos, dedicam-se à caridade e às obras religiosas. Mas quais são as origens desta data tão comemorada?

Para respondermos à esta questão precisamos voltar nossos olhos para alguns séculos atrás, enquanto o Império Romano dominava o mundo todo e sua cultura era difundida entre vários povos. Era costume da época que durante uma semana do mês de dezembro o povo saísse as ruas para celebrar a festa da Saturnália, dedicada ao Deus romano Saturno, onde trocavam presentes entre si, faziam fartas refeições e até mesmo entregavam-se a grandes orgias. Quando a Igreja Católica Romana decidiu oficializar 25 de dezembro como a data do nascimento de Cristo, a Saturnália foi proibida deixando seus costumes misturarem-se aos novos.

Quanto a data do nascimento de Cristo, não há nenhuma indicação histórica de que tenha sido realmente 25 de dezembro. Entretanto, através dos anos  o natal tornou-se para muitos um dia dedicado à lembrança do nascimento do messias. Então porque não celebrá-lo? Vamos aproveitar o dia para  fazer conhecido o homem  que de maneira despretensiosa dividiu a história do mundo como conhecemos.

Feliz Natal!

Violência x Egocentrismo

27 nov

Todo dia quando ligamos a TV ou acessamos a Internet nos deparamos com um show de horror contínuo. Filhos matando pais, pais que abusam e escravizam filhos ou até crianças que mal sabem escrever ou falar já praticando diversos crimes. Acredito que a primeira pergunta que nos passa a cabeça é : “Qual é a solução para este problema?”. E as repostas são as mais diversas possíveis.

Muitos afirmam que a educação é a chave para a erradicação deste “monstro” que a cada dia torna-se maior. De maneira alguma desejo contestá-los. Entretanto, creio que “o buraco seja mais embaixo”, como diria minha avó.

Apenas uma boa dose de educação  não é o suficiente para aplacar uma personalidade violenta. Não acredito que Adolf Hitler ou Benito Mussoline fossem vítimas da falta de conhecimento (curiosamente ambos eram artistas frustrados, Hitler com seus quadros e Mussolini com seu romance ” A amante do cardeal”). Todavia, ambos carregavam em si uma característica que tem destruído a vida de milhares: o egocentrismo.

A palavra egocentrismo deriva da junção das duas palavras gregas  egó (EU) + kéntronc (CENTRO) = “Eu no centro”. É apenas uma característica, que creio ser comum a todos os humanos viventes. No entanto um egocêntrico descontrolado, não tem limites.

O egocêntrico descontrolado não é capaz de fazer algo que contrarie sua vontade ou opinião por uma causa maior ou pelo bem comum. Ele busca apenas a satisfação própria, ainda que o preço a pagar por isso seja a dor ou o sofrimento de outros. Tal qualidade combinada à uma personalidade violenta, cria um ” combo explosivo”.

Hitler e Mussolini levaram seus liderados à guerra irracional, dizimando milhares de inocentes. Do mesmo modo hoje, a cada vez que ligamos a TV, assistimos a todos estes atos de vandalismo e crueldade sendo praticados por aqueles que não se importam nem um pouco com o dano que estão causando à sociedade e a si mesmos.

O que nós podemos fazer?

Combater com as armas que já nos foram dadas como fizemos até hoje, “enjaulando” os criminosos esperando que o confinamento possa transformar o egocentrismo e a violência em pacifismo e auto-controle ou promovendo pequenas guerras em nome da paz . Porém creio que seja muito eficaz transmitir o amor ao próximo, a solidariedade e o respeito ao semelhante a todos quanto pudermos. Não podemos deixar de semear a esperança no meio do caos. A geração futura ainda é a maior chance que temos de construir um mundo melhor.

Se quisermos resultados diferentes precisamos tomar atitudes diferentes. Insano é esperar resultados diferentes, seguindo sempre o mesmo procedimento.

Reflitamos!